sábado, 14 de agosto de 2010

Capítulo 1 - O Preço da Curiosidade

Equanto Alewa fazia a maior burrice de sua vida, no Salão Principal de Hogwarts, os alunos chegavam para mais um ano letivo. Tom Riddle era seguido por seus comparsas, vulgo amigos, e todos riam e conversavam sobre banalidades
- Vocês viram como Parkinson melhorou nas férias? - Abraxas Malfoy ria jocoso
- Melhorou? E tem como melhorar uma cara de buldogue? Pra mim ela continua igual
- Nossa Riddle! Qual é o seu problema? Ta meio estressado é?
- Não, apenas cansei das garotas daqui...
- Ihh, o Riddle cansou de garotas...só não venha po meu lado tá... - Arcturus Black começou a debochar, mas se calou ao ver o olhar gelado de Tom
- Não, Black. Eu apenas quis dizer que as garotas de Hogwarts são cansativas.
- Cansativas? Pra mim elas são deliciosas!
- Bem Lestrange, todos nós sabemos como você é exigente - Tom sorriu sarcástico, ouvindo os outros gargalharem - O que eu quero dizer é, vocês já não cansaram dessas garotas sempre cheias de maquiagem, que você não pode nem saber se é bonita ou não? E você nem pode tocar no cabelo delas que está sempre duro e arrumado. Nenhuma delas é...verdadeira sabem?
- Isso vindo do maior galã de Hogwarts! Cansou de pegar todas é?
- Eu concordo com Tom - Marco Bulstrode parecia pensativo - Apesar de eu ainda achar que a Eiilen Prince seja icrível.
- Ecaa! A Prince! Bulstrode, pelas barbas de Merlin! E depois eu é que não sou exigente! - Lestrange fez uma impagável cara de nojo
- Ao menos ela não cheira a laque. Vão indo, eu ainda preciso fazer uma rápida ronda antes do jantar - Tom parecia estar levemente chateado com a situação,mas no fundo estava adorando ser monitor chefe
- Va lá monitor! E não se esqueça de aterrorizar os primeiroanistas!
Ignorando a mensagem de Black, Tom começou a subir as escadas lentamente. Não fazia a menor questão de ver os primeiroanistas sendo selecionados, com certeza eram um bando de sangues-ruins. A cada ano eles aumentavam mais seu número. Ele só lamentava que no ano anterior tivesse tido de para com seu plano. Mas ele já deixara tudo pronto. Quando chegasse a hora, a Camera Secreta seria reaberta. Passava distraído pelos corredores em busca de alunos perdidos, e mal teria percebído o ruído em uma das salas se não fosse pela quantidade de palavras incompreensíveis que se seguiram a ele. Intrigado, achando que fosse algum idiota, ele entrou pronto para aterrorizar a pobre alma, mas sua expressão se tornou surpresa ao ver uma garota mais ou menos de sua idade, com roupas trouxa. Roupas trouxas de homem.
Ela tinha cabelos lisos e longos, que enrrolavam levemente nas pontas. Era muito branca e seu casaco era quente demais para a agradável noite de outono, também vestia calças jeans, mas em um modelo que ele nunca tinha visto antes. Era muito justa, e parecia tão...feminina. Usava tênis roxos, com um símbolo que parecia um sinal de certo, de uma marca desconhecida e bem diferente dos sapatos desconfortáveis que eles eram obrigados a usar. Ela parecia praguejar, mas ele nunca tinha ouvido aquela língua antes
- Quem é você? - perguntou ríspido
A garota ergue a cabeça irritada, parencendo percebê-lo pela primeira vez. Usava pouca maquiagem, e era muito bonita.
- Posso perguntar o mesmo - seu inglês tinha um leve sotaque, mas ele nao sabia informar da onde - Afinal que lugar é esse? - ela olhava envolta analisando as paredes de pedra e as carteiras em modelo antigo - É uma espécie de escola? Ou é uma sala daquele museu estranho?
- Isso, é Hogwarts - Ele a olhou como se fosse óbvio, mas a garota o encarou e começou a rir histéricamente
- Hogwarts? Mmmm...hahahahahaahah...ai...hahaha...essa foi muito boa..hahah.Ahh... Dude! Qual é? Tá achando que eu sou burra é? Há! Hogwarts... tá bom... Eu to falando sério meu - acrescentou subitamente brava - Que lugar é esse?
- Eu já disse, é Hogwarts - Tom sentia seu humor piorar a cada segundo - E eu não sou seu.
- Não é...ah, é meu de gíria, sabe? - acrescentou incerta - Esquece. Ok, então você continua insistindo que aqui é Hogwarts? Só falta dizer agora que é Harry Potter. - ela balançou a cabeça como se tudo aquilo fosse muito comico. Tom não concordava nem um pouco.
- Desculpe-me, não conheço nenhum Harry Potter. Meu nome é Tom Riddle. Monitor Riddle para você.
Alewa segurou mais uma crise de riso ao ver que o rapaz continuava friamente quieto, e ao invez disso, levantou seus grandes olhos verdes e o observou atentamente, como se esperasse que ele gritasse 1ª de Abril!, apesar de ser setembro. Ele não mexeu nenhum músculo. O pior é que ele realmente era parecido com o Voldemort jovem. Ou pelo menos com o que J.K. Rowling tinha descrito em seus livros. Alto, arrogante e, agora que ela olhava, excepcionalmente bonito. Cabelos negros pouco abaixo das orelhas, rosto angulo e olhos cinza escuros que pareciam querer matá-la. Ops. Mas é claro que ele não podia ser O Tom Riddle.
- Teeenso...Olha, eu acho que eu já saquei. Entendi - Acrescentou. O pseudo Voldemort não parecia estar familiarizado com gírias - Foram minhas amigas que te mandaram fazer isso, não foi? Pode parar de fingir. Eu digo que você me deu um tremendo susto. Sério, eu sei mentir bem. E eu vou pedir desculpas pra elas ok? Eu sei que foi errado...Agora, será que você pode me dizer como foi que elas me trouxeram para cá? Amei o truque. Eii - Vendo que ele não se mexia, ela começou a estalar os dedos na frente de seus olhos - Eu já disse que você pode parar de fingir.
- Eu não sei exatamente o que você pretende - Tom praticamente sibilava enquanto agarrava seu pulso - mas se a intenção é ficar aqui me fazendo de idiota...
- TE fazendo de idiota? - Aquilo fora a gota d'água. Sentindo sua paciência ir para o espaço, ela puxou o pulso das mãos dele e começou esbravejar - OLHA AQUI, EU TIVE UM DIA DIFÍCIL, BRIGUEI COM AS MINHAS MELHORES AMIGAS E AGORA DESCUBRO QUE ELAS ESTÃO ME FAZENDO DE IDIOTA POR UMA MERDA DE UM ERRO. EU SEI QUE EU TAVA ERRADA, MAS NÃO ACHO QUE MEREÇA QUE ELAS BRINQUEM COM OS MEUS SENTIMENTOS, ENTÃO PARE DE SE FAZER DE INJUSTIÇADO E DIZER QUE EU QUE...
Ally foi interropida por uma batida na porta. Em seguida dois homens entraram, um muito velho, o outro um pouco mais jovem e bem conservado, mas com os cabelos acajus já exibindo fios grisalhos. O pior era que ela sabia quem era o último homem, e tecnicamente ele deveria ser bem mais velho. Dumbledore retirou a varinha de sua longa capa e com um aceno fez Alewa e Riddle se separarem. Nenhhum deles tinham percebido que estavam tão perto. Em seguida, com seus olhinhos azuis cintilando, os observou atentamente antes de falar
- Algum problema, Sr. Riddle? - perguntou calmamente
- Encontrei essa garota fora do salão, Professor Dumbledore. Ela insite em dizer que não sabe onde está.
- Ai Merlin. Ah não... - Alheia a conversa dos dois, Ally encarava o grupo em choque - Ahh...elas jamais...elas jamais conseguiriam...imitar magia - falava baixinho, com as mãos agarrando os cabelos castanhos - Ah, vocês são fruto da minha imaginação não são? - pediu olhando para eles em pânico - Vocês não são reais, vocês não podem ser reais...eu fiquei louca de vez... eu virei esquizofrenica...
- Hm, senhorita..? - cautelosamente Dumbledore se aproximou dela, falando bondosamente - Qual o seu nome?
- Alewa. Alewa Giabellianie.
- Srta. Giambellianie, eu receio que não sejamos fruto de sua imaginação. Pode me explicar o por quê está tão assustada?
- Eu... vocês não podem ser reais. Hogwarts não existe. Não para as pessoas normais. Vocês são personagens, e só isso. Não são reais.
- Srta. Giabellianie, não estou entendendo - Armando Dippet se aproximou também - Como assim não existimos? Se estamos aqui falando com a senhorita e... - ele se calou a um sinal de Dumbledore
- Srta. Giambelliani, Alewa, por favor, você não quer nos acompanhar ao escritório do Professor Dippet? Explicar tudo com calma?
- Eu...eu acho que não tenho outra opção não é? Mas vocês não vão me internar não é? Isso não é um sanatório?
Tom sentiu uma súbita simpatia pela menina, ao se lembrar que ele também já achara que Hogwarts era um sanatório, mas permaneceu sério e quieto
- Não, Hogwarts não é um sanatório, jamais foi. E não acho que a senhorita esteja louca ou vendo coisas - ele a ajudou a se levantar - Vamos? Podemos conversar com calma lá em cima. Sr. Riddle, se puder nos acompanhar...
- Mas e as funções de monitor-chefe?
- Podem esperar. Armando, acha que pode atrasar o banquete ou...
- Você pode cuidar disso não é mesmo Dumbledore? Seria melhor não atrasar a seleção. Os alunos começam a ficar nervosos.
- É claro
Era óbvio que Dumbledore achava que uma situação como aquela exigia a presença do diretor, mas permaneceu quieto, enquanto conduzia Ally e Tom até sua sala.
- Chegamos. Por favor, sentem-se. Agora, Sr. Riddle, poderia nos contar como achou a Srta. Giabellianie?
- Estava fazendo a ronda antes do banquete, quando ouvi um barulho e uma série de...palavras estranhas... saindo daquela sala. Entrei e a encontrei caída, então ela me perguntou onde estava e começou a falar coisas desconexas, sobre amigas e uma briga qualquer.
- Não foram coisas desconexas - Alewa estava econlhida na poltrona, mas já começava a dar indícios de seu gênio forte - e as palavras estranhas eram português.
- Português? - Dumbledore franziu os olhos
- Eu sou brasileira.
- Brasileira? E o que tem feito na Inglaterra?
- Boa pergunta. Tecnicamente eu ainda deveria estar no Brasil. - vendo que nenhum deles tinha entendido, ela continuou - Olha, eu moro no Brasil, em uma cidade no meio do nada. Hoje de manhã eu e minha turma do colégio fomos visitar um museu. O senhorio, hmm...ele nos disse para não mexer em nada, principalmente nos livros. Mas eu amo livros - acrescentou em tom de desculpa - e...bem, a biblioteca deles era fantástica, e eu não resisti e peguei um dos volumes. Isso originou uma briga entre mim e minhas amigas, pois elas não queriam que eu o levasse. Por isso que quando me disse que aqui era Hogwarts achei que fosse uma brincadeira delas. - disse olhando para Tom - O livro meio que era sobre Hogwarts. E tinha uma espécie de cantiga no final, que parecia poder te levar...trazer...para a escola.
- Entendo. tem o livro ai? - Dumbledore pegou o exemplar da mochila que ela ainda segurava - O que não compreendi é porque achou que eramos alucinações, ou uma brincadeira.
- Só uma pergunta...se ele - indicou Tom - ainda está aqui como estudante, em que ano extamente nós estamos?
- Em 1943 é claro. Algum problema com a data também? - respondeu Tom ríspido
- Nenhum, exceto pelo fato de que hoje de manhã eu estava vivendo no ano de 2010. - ela deu um pequeno sorriso culpado
- 2010..? Como...? - Dumbledore parecia mais interessado do que descrente ou surpreso
- Vivendo! - disse erquendo as mãos. Vendo que nenhum dos dois tinha entendido, continuou - Se realmente é 1943, bem, então nem minha avó não nasceu ainda. Ela só vai nascer daqui quatro anos. Na verdade, meus bisavós devem estar saíndo daqui a algumas semanas da Italia.
- Fiuu - Dumbledore assobiou baixinho - Mas continue, porque achou que não existíamos?
- Veja só, eu nasci em 1993. Pois bem, em 1997 foi publicado um livro aqui na Inglaterra, Harry Potter e Pedra Filosofal. O livro era o primeiro de uma série com sete exemplares. Uma série que ficou famosissima, rendeu milhões e foi traduzida para centenas de línguas. Não há uma única pessoa no meu mundo que já não tenha ouvido falar em Harry Potter. Há filmes, livros posteriores, camisetas, bonecos e até um parque de diversões baseado na história.
"No ano de 2000, quando eu tinha cerca de sete anos, o livro chegou no Brasil. Minha mãe me falou dele e me deu de presente. Eu virei super fã, li e reli. Houve épocas em que só sabia falar a respeito dele. Muitas das minhas amigas também são fãs, e foi por isso que achei que era brincadeira delas, uma vingança. Elas sabem que meu maior sonho sempre foi fazer parte do mundo de Harry Potter.
"E, bem, o mundo de Harry Potter é esse mundo. Harry é um bruxo, que estuda aqui, em Hogwarts. Ele perdeu os pais assassinados por...por um vilão. E bem, é você, Professor Dumbledore, o mentor dele.
"Por anos eu e todos os outros fãs esperamos cartas de Hogwarts, mas sendo trouxas, elas nunca chegaram. E, conforme fomos crescendo, aprendemos a aceitar que na verdade aquela história era apenas isso, uma história. Acho que dá para entender agora o porquê que tive medo. Cresci tentando aceitar que nenhum de vocês existia, e derrepente aparecem em minha frente."
Por um momento todos ficaram calados. Dumbledore examinava o livro silenciosamente, Ally olhava para os próprios pés, achando sujeiras inexistentes em seus tênis enquanto sentia o olhar de désdem de Tom sobre si. Vendo que Dumbledore parecia acreditar na garota, que era óbviamente uma metirosa de primeira, Riddle resolveu se manifestar
- Professor Dumbledore, er, o senhor não pode acreditar realmente em toda essa besteira não é? É impossível alguém vir do futuro. Quero dizer, o futuro ainda não existe.
- E por que não Sr. Riddle? Acaso não existem vira-tempos?
- Bem, é claro. - Tom pareceu brevemente desconcertado - Mas só podemos viajar por pequenas quantidades de tempo. Algumas horas, no máximo dias. Não quase setenta anos. E depois, ela mesma disse que não é bruxa, o que está fazendo aqui então?
- Bem, Tom, observando esse livro aqui posso concluir que...
- Não, Prof. Dumbledore. O Sr. Riddle tem razão. Eu realmente não sou bruxa, nunca tive nenhuma demonstração de magia ou poderes ocultos. Mas, eu posso provar que realmente vivo no século XXI.
- Na realidade eu ia dizer que, analisando o livro, só um bruxo ou bruxa poderia ter algum resultado com a cantiga. Mas por favor, nos prove então. Não que eu ache que seja necessário, mas...
- Eu...claro - Dumbledore tinha dito que ela podia ser bruxa? É, ela estava ficando realmente louca - Eu posso provar por meio de lembranças, claro. Mas também há algumas provas hmm...palpáveis. Imagino que conheça bem os esquipamentos trouxas não é mesmo Sr. Riddle?
- Sim. - Tom concordou de má vontade. Sem dúvidas, aquela garota sabia muito sobre ele, e ele não tinha gostado nada disso
- Bem, então sabe que estes - ela tirou da mochila alguns aparelhos pequenos e parecidos - Ainda não existem.
- Não, realmente não. - A curiosidade foi maior que seu nojo por coisas trouxas - O que são exatamente?
- Este - ela pegou um preto e fino, com apenas um botão e um fio que se dividia no meio saindo dele - É um ITouch. Serve para ouvir música, ver fotos e visitar páginas da internet, que é uma espécie de meio de comunicação, misturado com enciclopédia. Ele só vai surgir no ano de 2008, eu acho.
Ela apertou o botão, ligando o parelho. Apareceu uma foto colorida de quatro garotos esquisitos, com a bandeira do Reino Unido atrás, onde estava escrito em letras verdes McFly. Passando os dedos pela tela, a imagem deu lugar a uma lista que não fazia o menor sentido para os dois bruxos. Colocando o dedo sobre um dos itens, a imagem mudou novamente, agora para uma nota musical. Ela ofereceu os fios, um para Tom e outro para Dumbledore, indicando que eles os deviam por nos ouvidos
- Isso sao fones de ouvidos. Servem para ouvir música quando você não quer que mais niguém ouça. E o que vocês estão ouvindo é a música tema de Harry Potter.
- Isso é o hino de Hogwarts - Dumbledore parecia assombrado
- Hm...é? Não sabia.
- O que eu não entendo - Tom olhava estranhamente para o aparelho - É como ele funciona aqui. Coisas trouxas não funcionam onde há muita magia.
- Mas nem mesmo a magia pode interferir no que ainda não existe. Então os aparelhos não tem o menor problema aqui. - Dumbledore devolveu o fone para Alewa - Para que servem os outros?
- Essa é um celular - ela pegou um outro menorzinho, roxo brilhante e que abria - Serve para fazer ligações de qualquer lugar em que se esteja. Esse é um modelo mais moderno, então também se pode tirar fotos e ouvir música com ele, mas os originais surgiram ai por 1991 - E esse outro - ela pegou o mais pesado, prata com um circulo preto no meio - É uma máquina fotográfica digital. Tira fotos instantâneas, que você pode apagar ou guardar. Acho que é a prova mais concreta de que falo a verdade. Tem vários momentos ai que, bem, não podem ser dessa época.
Ela mal tinha ligado o aparelho, quando Tom o arrancou de sua mão, sem nem deixar Ally acabar de expliocar como se olhavam as fotos. A maioria das fotos eram coloridas, e pareciam reais, melhores até que as bruxas. Ele conseguiu reconhecer a garota em muitas delas, no meio de outras garotas, que como ela usavam calças. Era fotos na praia, em festas com luzes coloridas, em cachoeiras e no que parecia ser o banheiro do colégio. Em algumas elas apareciam com alguns rapazes, e vestindo roupas que era no mínimo indecentes. Shorts muito curtos e justos, saias que mais pareciam faixas de cabelo, vestidos justos e decotados. Nenhuma garota de respeito vestiria aquilo, pensou Tom. Sem dúvida aquele tal ano de 2010, se é que ela realmente vinha de lá, era muito diferente dos anos 40.
O que mais o chamou atenção é que nenhuma das meninas que apareciam nas fotos usavam penteados elaborados, exceto por uma ou outra, sempre nas festas com luzes coloridas. E nem muita maquiagem. Pareciam a vontade em roupas largas e calças, e raramente usavam vestidos.
- Vocês não parecem muito decentes nesse tal ano de 2010 - ele a olhou malicioso, praticamente esquecendo que Dumbledore ainda os encarava pensativo
- Provavelmente não parecemos mesmo. Pelo menos não aos olhos machistas de alguém que vive em 1943. - Ainda bem que ele não tinha visto as fotos em que elas apareciam no clube de biquini, pensou Alewa mordendo o lábio inferior
- Eu diria que estas provas são conclusivas e suficientes, Srta. Giambellianie. Se o Sr. Riddle concordar, peso que não precisamos invadir suas memórias.
- É claro que não, professor. - Tom estava louco para olhar as memórias da garota, mas não ousaria contestar Dumbledore tã abertamente. O professor já desconfiava o suficiente dele.
- Excelente! Agora, se me permitem, temos que tratar de outras questões. Ao que me parece, a Srta. nunca recebeu educação como bruxa, certo?
- Eu não sou bruxa.
- Ah, eu discordo - seus olhinhos brilharam alegres - As instruções são bem claras, apenas um bruxo ou bruxa poderia usar o livro com sucesso. Mas não é de se surpreender que não saiba. Não sei em sua época, mas o sistema brasileiro é tão burocrático que muitos bruxos completam a maioridade antes mesmo de receberem a carta de algum colégio.
- Continua igual.
- POis bem, sendo assim, acho que vai gostar de ter uma varinha. Até que Olivaras tenha tempo de vir aqui, por favor, use essa - ele abriu uma gaveta e tirou uma varinha - Estava sobrando.
Ally pegou a varinha encantada e tentou um movimento ao acaso, fazendo sair dela faíscas. Sorrindo, tentou o feitiço mais fácil conhecido pelos fãs de Harry Potter (que Rony não leia isso): Wingardium Leviosa. E praticamente deu pulo ao ver que o livro na mesa realmente levitou.
- Muito bem, acho que já conhece alguns feitiços.
- A maioria - admitiu envergonhada - mas precisaria treinar é claro. Só conheço a teoria.
- Ahh, você terá tempo para isso. Alias, é sobre isso que precisamos conversar.
- Eh...algum problema professor?
- Depende do ponto de vista, mas eu diria que sim. Você não chegou a ler todas as intruções não é mesmo?
- Bem, não. Eu não achei que funcionasse, então não dei muita importancia a isso.
- Em outras palavras, você não fazia ideia que estava fazendo - Tom resmungou ao lado
- É, imagino que possamos colocar as coisas dessa forma, Sr. Riddle. Ainda que o meu jeito tenha sido mais educado.
- Por favor crianças. Parem de briga, isso não vai nos levar a nada. Agora, voltando ao assunto, creio que tenha más notícias, Srta. Giambellianie. Nas instruções há uma passagem que deixa claro que você poderá parar na Hogwarts de qualquer época, independente de sua vontade ou do ano no qual viva. Você poderia ter ido para o futuro, ter continuado em sua época ou até mesmo voltado para a era em que a escola começava a ser fundada. Porém, depois que você já estivesse lá, ou aqui, só poderia voltar ao seu próprio tempo depois de um ano. Você terá que passar um ano inteiro conosco.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Strani Amori

Prólogo

Chovia. Ela gostava da chuva, e também do frio, mas não apreciava nenhum dos deles as oito horas da manhã, ainda mais quando vinham acompanhados de um ônibus com cheiro de mofo e funk de baixa qualidade. Enquanto observava seus colegas de classe, Alewa se perguntava o que levava pessoas em sã conciência a ouvir aquele lixo. Apesar disso, não moveu um músculo para mudar a música, preferindo tentar se intreter com a conversa das amigas, que, como de costume, falavam todas ao mesmo tempo
-...e ele ainda teve a capacidade de me dizer que a culpa era minha! - Helen esbravejava contra o namorado
-Volta com ele Hen. Sei lá pra que todo esse estresse - Kah balançou a cabeça desaprovadora - Afinal, alguém sabe onde fica esse tal museu? Que perca de tempo cara! E eles ainda querem que a gente passe no vestibular...
- Não, eles querem que a gente de status para o colégio. - Alewa falou descontente - Hmm...parece que suas preces foram ouvidas Kah - acrescentou olhando pela janela - acho que chegamos.
Pegando as mochilas e verificando os pertences, elas entraram na fila, vulgo empurra-empurra, para sair do ônibus. Puxando o capuz para escapar da garoa, se amontoaram junto com os outros para esperarem pelas intruções que, como todos sabiam, ninguém ia seguir. Enquanto os professores tentava conseguir silêncio para falar, as portas do museu se abriram, deixando entrever um homem careca e empertigado em um terno preto. Sem parecer se preocupar com o mau tempo, ele caminhou em direção ao grupo, agora muito quieto. Era mais baixo que maioria, e aparentava ser muito velho, porém era estranhamente imponente
- Bom dia. bem vindos ao Museu de História da Colonização - falava baixo - Sou o Sr.Prince, senhorio do museu e, antes que entrem, preciso dar-lhes algumas instruções:
"Primeiro, não toquem em nada. Segundo, caso toquem, não abram os livros e em hipótese alguma os leiam. Terceiro, se o fizerem, saibam que o museu não se responsabilizará pelas eventuais consequências.
"Agora, se fizerem o favor de me seguir, por aqui..."
Os alunos o seguiram se entreolhando e prendendo o riso. Afinal, que intruções eram aquelas? E por que alguém achava que eles se interessariam por livros? Sem se importar com a esquisitisse daquilo tudo, eles se dividiram em pequenos grupos, indo explorar o museu. Na opinião de todos, quanto mais cedo se livrassem do lugar, melhor.
Alewa e as amigas subiram para o andar superior, entrando em lindos quartos e numa adorável sala de piano, com pinturas italianas. Até que era interessante e bonito, mas nem de longe divertido. Por fim, já começando a ficar entediadas, elas entraram no último comodo: a biblioteca. Quase que imeditamente entenderam as intruções. mesmo para quem não gostava de livros, aquilo era uma tentação. Havia exemplares em cima de mesinhas, abertos em suportes e cobrindos as paredes nas prateleiras de mogno. Poltronas confortáveis estavam estrategicamente colocadas, em um convite a leitura
- Uau! Cara, eu achei o paraíso - Clara entrou na sala rodopiando - Esse lugar é demaaaais!
- Fantástico...
Passando a mão delicadamente pela lombada dos livros nas prateleiras, Alewa olhava maravilhada a sala. Para ela, a viajem valera a pena só por aquilo
- É incrível! Uma pena que não possamos tocar - Marina parecia decepcionada
- Bem, desculpem, mas eu não vou ficar só olhando. Eu preciso ver algum deles.
- Ally...
- Ai gente, qual é? - Bianca foi para o lado da amiga - Que mal pode fazer um livro?
- Mas e as intruções?
- Se eles realmente não quisessem nos deixar curiosos, não teriam falado aquilo...
Sorrindo displicente, Ally passou os olhos pelas paredes, até escolher um volume grande e pesado, todo preto e sem título, só com um símbolo apagado na frente. Animada,sentou-se em uma das poltronas e já se preparava para abrir o livro, quando ouviram passos no corredor. Mal deu tempo para ela deslizar o livro para dentro da mochila e o Sr.Prince apareceu na porta, observando-as com olhos de águia
- Espero que não estejam tendo problemas, senhoritas - era óbvio que ele sabia qual era o "problemas" delas
- Não, senhor Prince. Só estavamos olhando - ignorando as expressões culpadas das amigas, Alewa respondeu ao senhorio olhando-o nos olhos - É um belo lugar.
- Sem dúvidas. Qualquer coisa, sabem onde me encontrar. Com lincença.
Enquanto voltava ao andar inferior, ele refletiu sobre a garota. Pode perceber que ela sabia que le tinha conhecimento do livro que acabara de pegar. No entanto, mentira, e de forma exemplar, quase divertida. E ele duvidava muito que fosse devolver o livro antes de lê-lo. Bem, pensou, se ela fosse bruxa, e estaria muito enganado se não fosse, ele gostaria muito de saber pra qual época ela iria. Talvez para 1943. Era sem dúvida uma candidata a altura de Tom Riddle. Mas, se realmente fosse para a Hogwarts da década de 40, as consequencias seriam muito sérias. Ele só esperava que ela soubesse a hora de se afastar, não merecia sofrer, mesmo com aquela curiosidade e o desprezo pelas regras. No momento porém, não podia ficar parado torcendo pela garota. Dumbledore, ou seu quadro, iriam querer ter aquela notícia.
Ainda na biblioteca, as garotas suspiravam aliviadas. Tinham se livrado daquela por pouco, e não queriam mais de meter em confusão. Todas concordavam que tinham de sair o mais rápido possível, e já se encaminhavam para a porta quando Amanda lembrou do livro
- Gente, nós temos que devolder o livro. Alewa, põe ele de volta no lugar.
- Não.
- Não? Como assim não?
- Eu não vou devolver. Não hoje pelo menos. Quero ler ele primeiro.
- Vai sim! - Marina não estava entendendo a amiga - Se eles pegarem você com o livro vai se ferrar.
- Passa logo a merda do livro - Mandy já começava a se irritar - Vamos, Alewa. Devolve ou eu vou contar pro senhorio.
- Vai é? Não se esqueça de acrescentar que você estava junto.
- Eu...o que? E... você não faria isso! - Mandy arregalou os olhos de choque e nojo - Você não seria traíra a ponde de colocar a culpa em uma amiga! Você não é assim!
- Se tem tanta certeza assim, vá em frente e conte - vendo que nenhuma delas se mexeu, Ally continuou - Agora, estutem aqui todas vocês. Eu peguei o livro, eu livrei a gente da encrenca e eu vou ler o livro. Se alguma de vocês tentar impedir, só lamento. Vão se ferrar junto. Acho que eu já provei que consigo enganar muitissimo bem.
Alewa saiu pisando duro e deixando pra tras as amigas atonitas e bravas. Ela se arrependeu quase imediatamente do que tinha dito. Amanda tinha razão, ela não era assim, mas também não ia deixar que elas ferrassem tudo por serem covardes. Ela só iria ler e então devolveria o livro por Sedex, ou qualquer coisa assim. E então faria as pazes com as amigas. Era um bom plano, pensou, ainda que no fundo sua conciencia lhe dissesse que estava cometendo um gigantesco erro.
O resto do dia não foi mais agradável do que a manhã. Alewa almoçou com outras meninas da turma. Ao menos suas amigas tinham sido leais o suficiente para não contar ao resto da sala. Pensar nisso fez seu estomago dar mais um solavanco de culpa. Elas não mereciam o que ela tinha feito. No fim da tarde, enquanto visitavam mais um museu chato, começou a chover forte, e na viajem de volta niguém tinha animo nem mesmo para o funk.
Chegando em casa, Alewa já começava a sentir uma dor de cabeça se formando. Cumprimentando seu cachorrinho, que parecia ser a única criatura feliz em vê-la, ela largou a mochila em cima da cama, alíviada em se livrar do peso, que parecia vinte vezes maior por causa do livro e da culpa, e foi arrumar alguma coisa para jantar, já que seus pais e sua irmazinha tinham saído. Sem nem lavar a louça, coisa pela qual ela sabia que levaria uma bronca depois, ela se jogou na cama e pegou a mochila. Dentro tinha uma muda de roupa, um casaco, maquiagem e alguns brincos, além de dinheiro, maquina fotográfica, do Ipod e de um caderno com estojo. Sem energia para desfazê-la, ela pegou o livro e deixou a mochila em seu colo mesmo. Abriu-o em uma página qualquer, sem nem mesmo ver o título. Talvez, se tivesse lido, poderia ter evitado os acontecimentos seguintes, mas naquele momento ela estava pouco se importando com o que pudesse acontecer.
Não demorou muito para o livro divertí-la e melhorar seu humor. Era uma coletânea de crônicas e lendas, muitas das quais ela já parecia ter visto referências em seus livros de Harry Potter. Também tinha alguns feitições e poções, mas que exigiam trabalho demais para executá-los. No fim do livro porém, havia uma espécie de cantiga, que diziam ser mágica, podendo trasportar a pessoa que o lesse para o lugar onde o livro tinha sido escrito. Achando graça, Ally, que a muito tinha parado de acreditar em magia, coimeçou a ler em voz alta, em meio a risos. Grande erro.
Mal tinha terminado a cantiga, e o quarto começou a girar. Achando que fosse um mal estar passageiro, como os que sempre tinha, ela fechou os olhos. A próxima coisa que sentiu foi o chão duro em baixo de si.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Avisos de última hora

Ok, esse é o antigo The Future Writer's Life, ainda que nao ache que alguém se dava o trabalho de ler, mas enfim, a anta da sua autora aqui esquecer a própria senha, além da senha do email, a pergunta chave e tals, então ficou totalmente sem acesso ao blog e teve que criar outro, ou seja, este aqui.
Como eu achei que The Future Writer's Life já era o nome do meu outro pupilo adorável e não atendia a todos os aspectos do blog, e como eu não estava com muita vontade de pensar em outro título legalm decidi homenagear meu lado mais perverdo, ou seja, meu lado Voldemort, por que é claro vocês sabem que eu SOU Voldemort ( eu juro que um dia eu paro com essa historia, tipo, daqui uns 10 anos).
Então, sejam todos muito bem vindos, porque eu decidi publicar minhas fics aqui também, incluindo a minha exclusiva de Harry Potter que está sendo escrita e melhorada a mais ou menos oito anos.
Beijos, espero que se divirtam, e comentem se não quiser receber Avadas Kedavras.

ps: Só pra avisar, eu vou fazer uma postagem de cada um dos projetos de fic de cada. Por exemplo, um dia vai ser uma atualização de The Future Writer's Life, outro de Manthenha o Foucou, outro de Harry Potter e a Herdeira dos Mundos e por ai vai...